segunda-feira, 11 de maio de 2020

Fechamento de abril: 70% das dívidas pagas. Saldo devedor R$ -1.314,04.

Caro leitor, embora as coisas não estejam indo muito bem para todos nós, ainda assim conseguir um grande avanço na operação quitar dívidas. E hoje conseguir quitar 70% do saldo devedor, o que significa que restam apenas R$ 1.314,04 de contas a pagar. Confesso que por um momento fiquei em dúvida entre continuar pagando as dívidas e guardar dinheiro caso as coisas saiam do controle. Depois de analisar, cheguei a conclusão de que mais do que antes agora seria o momento para não estar endividado.

Saldo devedor em 11/05/2020.


Pensando na hipótese de que as coisas piorem, o máximo que me poderia acontecer seria estar sem grana (o que já estou acostumado). Entre guardar dinheiro e não pagar as dívidas, em um pior cenário com a sensação de dinheiro “guardado” eu acabaria com essa reserva, o que possivelmente aconteceria com a sensação de poder gastar, e tendo em vista que eu poderia pegar emprestado caso essa “reserva” esgotasse eu entraria mais uma vez na bola de neve das dívidas e faria as contas cresceram ainda mais.


Resolvido o dilema, paguei mais uma conta, no valor de R$ 3.000,00. Minhas aulas foram suspensas no dia 18/03, e mesmo com as regras de isolamento social eu consigo trabalhar. Esse valor veio de um trabalho que conseguir por indicação e que um outro profissional teria começado e não executou. No final das contas foi uma boa ter conseguido, o cliente ficou satisfeito e de quebra eu ainda conseguir pagar mais da metade do valor restante das dívidas.

Dívida paga.

Como a pandemia do COVID-19 esta afetando a minha vida.


Como eu disse no post sobre o plano de quitar as dívidas a minha meta era liquidar todas as dívidas até dezembro quando eu terminaria a faculdade. Infelizmente com a pandemia minhas aulas foram suspensas e o semestre cancelado. Ou seja, não vai rolar formatura esse ano, tudo dependerá de como os resultados da pandemia afetará nossas vidas a partir de agora. Diante disso tudo, a boa notícia é que a meta de quitar as dívidas será concluída muito antes do previsto se as coisas continuarem indo como estão.


Por sorte, eu consegui ir pra casa antes que as barreiras sanitárias impedissem a circulação de ônibus interestadual no estado onde faço faculdade, é melhor estar em casa diante disso tudo que está acontecendo. Minha família está um pouco assustada, acredito que a maior razão e de estarem acompanhando pela televisão o grande número de mortos e o aumento diário do número de casos. Eu particularmente estou tranquilo, felizmente na cidade em que nasci ainda não tem confirmação de nenhum caso, o que nos deixa mais tranquilos.


E lamentável ver as oscilações do mercado e as grandes perdas dos colegas da finansfera. Embora eu ainda não tenha nada a perder em termos financeiros, com tudo isso acontecendo vejo que não há dúvidas de que o dinheiro trás segurança em momentos de crise como esse. E com essa reflexão, estou cada vez mais motivado a ter disciplina a continuar nessa caminhada. Percebo que ter uma reserva fornece um alívio sabendo que mesmo que as coisas piorem você terá uma folga para planejar caso as coisas piorem ainda mais.


Próxima etapa


Como todos sabem, e como o AA40 deixa bem claro no post OS PRINCIPAISMARCOS NA SUA CAMINHADA A INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA estou finalizando a primeira fase, e o próximo passo será a construção da reserva de emergência, mais ainda estamos mo marco zero. Ver o gráfico vermelho encolhendo cada vez mais dá uma sensação de liberdade, imagino que daqui um tempo todos esses valores pagos em dívidas e juros serão revertidos em ativos que me forneceram segurança futuramente. É uma caminhada difícil é necessário disciplina, ver os poucos resultados dessa disciplina é o que mantém motivado e em breve entrarei no azul. Por hoje é isso até a próxima.


PZ


domingo, 2 de fevereiro de 2020

Quanto custa a falta de informação? Para mim custou R$ R$ 10.274,09.



Isso mesmo caro leitor +10k pago pela desinformação. Já vou te explicar como isso aconteceu, mas antes vou contextualizar para você entender melhor. Em 2012 entrei no serviço público no regime de contrato temporário, foi nessa época que eu conheci o que era o serviço público sonhado por muitos. Embora eu não fosse efetivo, foi uma experiência interessante em que eu pude vivenciar durante quase três anos, tempo que passei no serviço público.



Até ai tudo bem, eu com os meus vinte e poucos anos, sem tanta preocupação e o salário caindo na conta já nos primeiros dias do mês (o salário não era tão ruim assim) com o passar do tempo eu notei que em meu extrato bancário aparecia o valor do meu salário e mais um valor de CDC (Coisa Do Cão kkk) e um valor de crédito de construção, esse de construção era um valor muito alto, não me recordo os números. Bom, em um belo dia, no natal de 2013 eu tinha ido consultar o saldo da conta para saber se tinha caído o 13°, consultei o extrato e nada, mas eu tinha um “saldo de R$ 3.476,11 em conta.



Eu, sem ter noção da cilada que estava prestes a entrar fiz a adesão ao CDC, foi lindo... O dinheiro na hora estava em conta. Eu só descobriria do que se tratava no mês seguinte com o débito da parcela 01/96 sim senhores…, 96 parcelas de R$ 113,51 dos pouco mais de 3k que no final das contas sairão por R$ 10.408,48.



Em quanto eu estava empregado estava tudo bem, afinal era cento e pouco e já era descontado direto do saldo em conta, até ai tudo bem. Com o passar do tempo o contrato acabou e as parcelas do CDC ainda eram de sumir de vista, não tinha conversa no 5° dia do mês o valor era debitado, se não tivesse saldo em conta a conta ficava negativa e se demorasse os R$ 113,51 viravam R$ 115, 120, 130. Foi o que aconteceu em um período em que fiquei desempregado, cheguei a pagar R$ 126,00 por atraso nas parcelas.



Depois de um tempo pagando o CDC tive a curiosidade de pesquisar na internet o que era e como funcionava, foi ai que a ficha caiu… Não tinha noção da quantidade de juros que eu pagaria e o valor do custo efetivo total da dívida. Depois de entender como funcionava o CDC fui ao banco pegar um extrato das parcelas que eu já tinha pago e uma cópia do contrato do CDC, depois de lê verifiquei os valores das taxas de juros, pasmem 3,11 % ao mês e 44,41% ao ano. Como eu fui cair nessa?


O contrato já estava assinado e já tinha gasto o dinheiro, o jeito era pagar as parcelas. Foi quando organizei as dívidas e comecei a pesquisar e encontrei a finansfera e decidir criar o blog e compartilhar minha saga de Patrimônio Zero e +6k em dívidas.


E se eu tivesse investido esse valor?



Que eu já tinha feito burrice eu já estava ciente, eu resolvi simular se eu tivesse aplicado esse valor R$ 113,51 mensalmente em um período de 5 anos no TESOURO SELIC 2025 (Rentabilidade: SELIC + 0,02%) com resgate em 01/03/2025. Sim eu sei, que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura principalmente agora.


Mas só para fins de comparação se em vez de eu ter tomado emprestado tivesse investido o valor. Até o mês passado eu paguei 74/96 parcelas, considerando um valor médio de 113,51 já que teve mês que paguei mais em função dos juros por atraso nas parcelas dá um total de R$ 8.339,74 mais o valor da quitação das 22/96 restantes de R$ 1.874,35 somando um montante de R$ 10.274,09.Quase três vezes mais o valor inicial pego emprestado.


Investimento Inicial R$ 113,51 Aporte Mensal R$ 113,51.



Um valor bastante significativo em ralação aos juros que paguei simplesmente por não ter conhecimento que eu poderia ter investido em vez de ter tomado empresado. Segundo a simulação do site do tesouro direto o valor total investido seria de R$ 6.924,11e para o Resgate em 01/03/2025 um Valor Líquido R$ 7.865,26.

Simulei também se eu tivesse aplicado os R$ 10.274,09 e aportado mensalmente os 113,51 no mesmo título com as mesmas rentabilidades nessa segunda simulação os valores são mais expressivos o Valor total investido seria de R$ 17.084,69 e o valor Líquido de resgate de R$ 20.759,76. Uma boa grana, não?


Investimento Inicial R$ 10.274,09  aporte mensal R$ 113,51.


O que eu aprendi com tudo isso?



Esses números e essas simulações me fizeram enxergar duas coisas, a primeira e que a falta de informação custa muito caro e que assim como eu milhares de pessoas ao redor desse nosso brasilsão faram a mesma coisa que eu fiz simplesmente por não saberem como funciona e por acharem que uma “parcelinha” não fara diferença no orçamento, e darão milhares de reis em lucro aos bancos com pagando altíssimas taxas de juros.



A segunda é que olhando pelo lado bom (se é que tem…) de certa forma eu adquirir o hábito de ter que pagar o CDC mensalmente, sendo assim, eu vou continuar “pagando” esse valor e vou investi-lo em uma aplicação que ainda estou estudando ainda esse mês. Dessa forma eu vou criar o hábito de investir e daqui a uns 5 anos novamente eu não terei que simular a triste realidade dos investimentos que eu deixei de ganhar. Como diria Mahatma Gandhi “Nossas crenças se transformam em pensamentos, os pensamentos em palavras, as palavras se tornam ações e estas ações repetidas se tornam hábitos. E estes hábitos formam nossos valores e nossos valores determinam nosso destino.”

PZ

sábado, 1 de fevereiro de 2020


Fechamento de Janeiro R$ -4.314,04




Uau… Janeiro já acabou? Hehe… Diferente dos memes, o mês de janeiro para mim passou voando. Graças a Deus foi um mês de muito trabalho, como eu havia dito no último post eu trabalho nas férias, e esse mês consegui uns trampos que me ajudaram a dar um gás no pagamento das dívidas. Como eu escrevi no post O plano de ação de planejamento do pagamento das dívidas, vejo que vou conseguir executar meu plano e terminar dentro do prazo previsto (final do ano, quando termino a faculdade) e começar a carreira profissional sem dívidas e ao mesmo tempo dar início na jornada fire com a superação do primeiro marco na caminhada, como explica o AA40 no post OS PRINCIPAIS MARCOS NA SUA CAMINHADA A INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA. Vamos aos números.



Seguindo a minha lista de prioridades de contas a pagar, as duas contas com os juros maiores (e as últimas) eram as próximas da lista, como os trabalhos que fiz em janeiro foram bem remunerados eu conseguir quitar um CDC, que após consultar o valor das parcelas no extrato de pagamento quase morri do coração com o quanto de juros eu paguei. Mas enfim… O tolo aprende errando. O valor do CDC a ser pago seria R$ 2.142,81 (22 parcelas restantes de R$ 113,51 cada), com a liquidação antecipada das parcelas consegui um “desconto” R$ 268,46. O valor final pago foi de R$ 1.874,35, esse valor não é nada em comparação aos juros que eu paguei. Bom, isso é conversa para outro post.


Pagamento do CDC.


Outra conta que eu consegui fazer o pagamento, foi a compra de um curso online que já fazia tempo que estava atrasada. O valor total do débito era de R$ 339,98, depois de várias ligações e muito tempo de espera consegui fazer a negociação e consegui uma proposta de quitação do débito por R$ 253,95 isso me rendeu um “desconto” de R$ 86,03. Somando os débitos pagos esse mês, janeiro foi o mês com o maior valor pago em dívidas desde que comecei a operação quitar dívidas, o montante pago foi de R$ 2.128,30. Com isso o valor do saldo devedor agora é de R$ -4.314,04. Estou muito contente com o resultado e cada vez mais motivado, e muito confortante saber que não se tem mais dividias e que a partir desse mês não mais terá o débito automático das parcelas do CDC. Ufaa consegui...

Curso Online



Que o ano já começou todo mundo já sabe (ha também quem diga que só depois do carnaval) e se é depois do carnaval ou não, o fato é que sem as famigeradas resoluções/metas de começo de ano, muita coisa tende a não sair como planejamos e pensando nisso em meu próximo post vou compartilhar aqui as minhas metas, com intuito de poder monitorá-las ao longo do ano e me policiar para a execução delas.


Saldo devedor Janeiro 2020.



Por hoje é isso… Até a próxima.

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Balanço de Novembro


Salve blogfera… O natal chegou. Só agora puder arrumar um tempinho para dar uma atualizada no conteúdo do blog, aproveitando a oportunidade: Que nesse final de ano, você possa somar todas as alegrias e dividir o seu entusiasmo de ser feliz sempre. Boas festas!

Final de ano/semestre é sempre aquela correria, o segundo semestre eu acho bem mais puxado mas emfim… Vamos ao que interessa.

Feliz Ano Novo.





As contas



Aqui não tivemos nenhuma mudança. Não consegui pagar nada esse mês, antes de justificar tem um ditado que eu gosto e utilizo sempre: Quem quer dar um jeito, quem não quer inventa uma desculpa. E dessa vez, embora eu não quisesse, tenho uma desculpa. O último mês do ano para mim e complicado, estudante vivendo de bolsa e morando longe de casa e o mês mais apertado do ano pois é o mês de férias. 

Além das despesas fixas de casa eu tenho que me virar para comprar as passagens para ir para casa dos meus pais, além das passagens gasto com comida durante a viagem. Sim senhores… almoço, jantar, café são mais de 20 horas de viagem. Fica difícil ajustar o orçamento e ainda sobrar para pagar as dividias, a sorte é que em dezembro as aulas não são o mês inteiro então economizo em algumas coisas, comida por exemplo, compro pouca coisa que dê para duas semanas e vou me virando como posso até entrar de férias.

Com isso, o saldo devedor é de R$ -6796,83. O mesmo valor que o mês passado.

Saldo devedor novembro.




As férias



Ebaa… Férias… Para os universitários normais que não têm contas a pagar ou não têm que trabalhar é uma maravilha, não para mim. No período de férias a faculdade não fornece a bolsa, e como as despesas da kitnet tem que serem pagas mesmo nos meses de férias, sim… é isso mesmo são três meses de férias, as aulas só voltam depois do carnaval.

Graças a um curso técnico que tenho eu consigo trabalhar no período de férias e as vezes o trabalho me rende uma boa grana. Já tenho dois trabalhos garantidos, inclusive já comecei os dois, estou finalizando e com a grana que receberei quitarei a dívida de um CDC que fiz a um tempo e pago até hoje (história para outro post). Com a quitação desse débito chegarei a metade da minha meta, quitar as dívidas até o final do ano que vem. Muito provavelmente, no próximo post de balanço terei pago o débito. Assim espero...


Além de trabalhar, voltei a dar foco no projeto que comentei no post Balanço de Setembro que me dará uma renda extra. Tive que dar uma pausa no projeto, as matérias da faculdade consumiram muito tempo não dava para conciliar. Tive também uma outra oportunidade de desensolver uma atividade que requer um grande esforço mas que no final valerá a pena, essa atividade vai consumir boa parte do meu tempo, mas valera a pena depois de concretizada. Em breve compartilho com os senhores mais a respeito dessa atividade.



Esse mês não deu para pagar nada das dívidas R$ 00,00, com isso, o saldo devedor continua o mesmo do mês passado de R$ -6796,83. Mesmo com as adversidades continuo firme, com o período de férias tenho mais tempo livre para produzir no projeto que eu estou desenvolvendo e da para trabalhar. Por hoje só... Até mais.

domingo, 17 de novembro de 2019

Um pouco sobre o Patrimônio Zero – PZ Parte II


Minha revolta


Quando eu comecei a ter noção de como era o mundo real (quando chega a maturidade, no meu caso bem cedo…), eu me sentia incomodado com algumas coisas que nossa família passava. Não tínhamos coisas básicas que os meus amigos tinham, coisas como energia em casa, brinquedos, roupas boas, TV.


Aquilo me incomodava, e eu sempre me questionava, porque? Porque não temos coisas básicas? E cada vez que eu me questionava, mais perguntas surgiam, até que eu decidir que eu não ia viver a mesma vida que minha mãe e minha avó. Mas como? (mais uma pergunta…) foi quando o li o livro que mudou minha vida Poder sem Limites livro de Tony Robbins como eu disse na Parte I.


Foi ai que eu comecei a enxergar a luz no fim do túnel, e começaria um longa caminhada e a mudança de diversas crenças e paradigmas aprendidos na minha infância, eu não sabia como eu faria, eu só sabia que daria certo. Eu queria, desejava uma vida melhor para mim e meus irmãos.

O ensino técnico mudou a minha vida.


Não era justo… A vontade de mudar era grande e cada dia aumentava mais, e a leitura de livros era o que me dava mais força e vontade de mudar de vida. Até que no último ano do ensino fundamental oitava série (9° hoje em dia) um amigo de infância me disse que tinha uma escola técnica federal na capital, e que estava com as inscrições abertas, eu não fazia noção do que era uma escola técnica. Ele me disse que era onde você estudava e já saia para trabalhar. Fiquei impressionado e decidir que ia estudar nessa escola, afinal era de graça. Mal sabia eu que estava prestes a ter a minha maior decepção de vida até então…


Qualidade do ensino


Decidir que ia estudar na escola técnica federal, só que ainda com aquela inocência de criança, achando que tudo seria fácil. E não foi… Eu já sabia que algumas coisas dependiam de mim (estudar) e outras não. Ter dinheiro para me sustentar na capital por exemplo. Estudei em uma escola pública e infelizmente a baixa qualidade do ensino das escolas públicas brasileira ainda é uma triste realidade.

Triste realidade.


Eu tinha que concorrer com alunos das melhores escolas públicas e particulares do estado, um desafio e tanto. Tenho um amigo de infância que somos colegas de profissão, viemos das mesmas origens e passamos pelas mesmas dificuldades e decidimos cedo encarar o mundo lá fora. Eu e esse meu amigo decidimos estudar para o processo seletivo da ET (Escola Técnica), nós não tínhamos computador em casa, pagamos uma hora na lan house para entrar no site da ET, eu fiquei impressionado era uma escola gigante, com quadras de esportes piscina uma realidade completamente diferente da minha, eu sonhava estudando naquela escola, me imagina andando nos corredores, caro leitor, eu tinha certeza que ia estudar lá, só não sabia como.



Para você ter noção, eu tinha uma foto da logo da escola no meu caderno, na capa do meu Orkut, na minha foto de perfil, tinha um calendário da escola que eles disponibilizavam no site, eu me sentia estudando lá. Bom, voltando a realidade… Imprimimos o edital e lemos cada linha com a maior empolgação do mundo, até chegar no item da taxa de inscrição R$ 25,00.



Vinte e cinco reais! Como eu ia conseguir R$ 25,00? Parece um absurdo né? Como uma pessoa não pode ter R$ 25,00! Sim, infelizmente essa era a minha realidade. Chegamos na parte das matérias que cairia na prova, uma lista extensa coisa que nós nunca tínhamos visto, matérias que só veríamos no ensino médio e olhe lá. Nós já sabíamos o que precisávamos estudar, nosso próximo desafio era encontrar o material para estudar.


Sem grana...



Pegamos todos os livros que encontramos e praticamente montamos uma biblioteca, os assuntos que não encontramos em livros pesquisamos nos computadores da biblioteca da escola. Como não tínhamos computador em casa, só pesquisar não resolvia nosso problema. Tínhamos que imprimir o material, mas a questão financeira era o nosso maior dilema. Eu tinha que dar um jeito… Foi ai que eu e meu amigo começamos a procurar lotes vazios na cidade para capinar e ganhar uma grana.



Saiamos procurando e capinávamos, as vezes demorávamos de 2 a 3 dias para dar conta do serviço. Franzinos e pequenos era um desafio, mas a vontade de mudar de vida era maior. Não me recordo bem os valores, mas nos cobrávamos cerca de R$ 10,00 a R$ 15,00 por capina, foi assim que eu conseguir juntar dinheiro para pagar o valor da inscrição e as passagens para ir fazer a prova. Com muito suor e sacrifício.



Foi assim que eu juntei o dinheiro que precisava.



Para quem tem a mesma idade que eu sabe, que para ter acesso a computador anos 90/2000 não era para qualquer um. Nos juntamos todo o material que faltava e imprimimos em uma lan house, a impressão era muito cara e o dinheiro pouco, para economizarmos eu e meu amigo rachamos o valor das impressões e revezávamos as apostilas.



A prova era no final do ano, outubro ou novembro não me lembro ao certo. Nos começamos a estudar no começo do ano, algumas coisas tínhamos que aprender sozinhos, matemática era uma delas, nossa base era muito fraca. Meu amigo teve a ideia de pagarmos alguém para nos ajudar, só que não tínhamos dinheiro para isso, tive a ideia de pedir algum dos nossos professores ajuda, infelizmente não tivemos sorte nenhum deles nos ajudou, diziam que estavam ocupados (hoje eu os entendo) de volta a estaca zero. Nos éramos muito persistentes, na cidade tinha uma escola estadual do ensino médio eu disse a meu amigo que iria lá e pedir alguém para nos ajudar, e lá fui eu… O não, eu sabia que já tinha… Eu ia era para ouvir o sim do professor.


Não custa nada tentar. O não você já tem.



Conversei com um professor e ele topou e marcou uma aula de revisão no sábado. No sábado seguinte fui o primeiro a chegar, meu amigo veio depois e o professor demorou… Deu 08:00, 08:30, 09:00, 10:00 e nada. Já estávamos quase desistindo, até que o professor apareceu, lembro como se fosse ontem ele chegou de bermuda e nos pediu desculpa, disse que tinha perdido o horário e que estava lavando roupa. Sou extremamente grato a esse professor, por ter nos ajudado de graça e em pleno sábado, sabendo como é a vida de professor, imagino que tivesse muitas coisas para fazer e tirou um pouco do seu tempo para nos ajudar. Hoje eu vejo que o simples fato de ele ter ido lá nos ajudar fez uma grande diferença em minha vida, talvez se ele não tivesse nos ajudado nos teríamos desistidos e a minha vida tomado outro rumo.


A pior decepção da minha vida


Final do ano chegou, fomos fazer a prova. Ficamos impressionado com a escola era muito maior do que eu imaginava. Era uma escola, acho que umas 5 vezes maior que onde eu estudava. O resultado do processo seletivo saia em janeiro do ano seguinte, eu ansioso contava os dias até que o resultado saiu. E eu não passei… Foi uma decepção muito grande, não era justo. Eu tinha me esforçado, tinha estudado pra caramba e não passei. Para minha maior decepção meu amigo tinha passado, para mim estava acabado eu não ia estudar onde eu tinha sonhado. Lembro que chorei muito… Pior decepção que tive até então, eu tinha duas escolhas. Continuar chorando e desistir ou fazer a prova novamente no final do ano. Eu escolhi a segunda opção.

Como eu me sentir quando vi que não tinha passado.




A volta por cima


Enxugado as lágrimas era hora de agir novamente, poucos dias depois conversei com meu amigo e disse a ele que faria a prova novamente. Peguei as matérias que estavam com ele e comecei a estudar novamente, dessa vez com mais vontade e determinação. Assim fiz durante os meses até o final do ano. Em novembro, fui novamente fazer a prova lá estava eu pela segunda vez na escola onde eu sonhava em estudar, fiz a prova e voltei para casa. Eu tinha me esforçado tanto, que eu estava tão seguro que esqueci até do resultado da prova que saia em janeiro. Lembro como se fosse hoje, meu amigo me ligou dizendo para eu ir arrumar os papéis da matrícula, que eu tinha passado. Eu não acreditava, fui correndo para a lan house para ver, fui procurar meu nome na lista era verdade. Tinha conseguido, era o 7° da lista de aprovados, de um total de 30 vagas. Todo meu esforço e dedicação tinham valido a pena.


Nunca desista!


Passei e agora?


As aulas começariam depois do carnaval, eu tinha pouco mais de um mês para ir fazer a matrícula ou perderia a vaga, mais uma vez me vi na situação em que o que eu podia fazer tinha feito, só que na vida nem tudo sai da forma como queremos, eu não conhecia ninguém na capital, minha mãe não tinha condições de me manter lá. E a cada dia que se passava eu via crescer as chances de eu perder a minha matrícula.



Meu amigo que passou um ano antes de mim também não conhecia ninguém, foi morar de favor em uma casa de um ex-politico da nossa cidade. Conversei com ele, falei que podeira não conseguir fazer a matrícula por não ter onde ficar quando as aulas começassem, ele me disse que a escola dava uma bolsa para quem era de fora e que não tinha como se manter. Mas a bolsa era só de R$ 200,00 mesmo assim não daria para me manter em uma capital. Pagar aluguel, água, energia, comida sem chances.



Meu amigo sugeriu que nós dois conseguiríamos pagar uma kit net se eu fosse, ele ia procurar. Eu garantir que sim… Eu ia. Fui falar com minha mãe, minha mãe não é do tipo que desanima e nem dá apoio, eu acho que no fundo ela não acreditava que eu estudaria fora. Já a minha vó que nasceu e cresceu em um época diferente não concordava com a ideia de eu sair de casa e ir morar em outra cidade, sem conhecer ninguém.



Minha decisão estava tomada, eu minha mãe fomos fazer a matrícula depois do carnaval e voltamos para a nossa cidade, a essa altura meu amigo já tinha arrumado o lugar para morarmos. Felizmente ele conseguiu encontrar uma kit de 2/4 quartos a dois quarteirões da escola onde podíamos ir a pé e não gastávamos com transporte coletivo.


No dia em que eu sair de casa


Acordei bem cedo, com um sentimento de medo misturado com dúvida. Medo por nunca ter saído de casa e dúvida por não ter nada garantido. Mas a decisão já estava tomada, eu ia arriscar. Confesso que foi uma decisão muito difícil de tomar com 17 anos eu estava entrando em um ônibus para morar em uma cidade completamente diferente de onde eu vivi, sem garantias de nada. Sem ter nem o dinheiro da passagem de volta, caso desse errado, sem dinheiro para comer se precisasse, ainda bem que eu não ponderei essas e outras coisas senão, não teria ido.



Jamais esquecerei desse dia, sentei no lado da janela da ônibus e olhava para fora, vendo minha mãe e meus irmãos e a cidade onde eu tinha uma casa, uma família, comida, para mudar para uma outra sem nada disso. Sem ter certeza de que teria um lugar para dormir, pois a única coisa que eu levei de casa só foi uma mala, mais nada.


Jamais esquecerei desse dia.



Chegando na capital, meu amigo me mostrou onde íamos morar, depois fomos conhecer direito a escola, eu mal podia acreditar que o meu sonho de estudar naquela escola estava tornado realidade.



Foram os 4 anos mais desafiadores que eu passei, muitas dificuldades financeiras, alimentação muito fraca (mas graças a Deus nunca ficamos sem comer) e ao mesmo tempo aproveitei todas as oportunidades que a ET me proporcionou, fiz vários cursos, tive a oportunidade de usar vários equipamentos que eu nunca teria condições de comprar, acesso a saúde, profissionais de educação enfim… Aproveitei o máximo que eu pude, tanto é que, eu me formei em um dia, e no dia seguinte já estava com carteira assinada.


O melhor decisão que tomei na vida


Hoje eu vejo que todos esses desafios que eu tive que enfrentar, me trouxeram onde estou hoje. Com uma visão de mundo completamente diferente da que eu tinha, a força de vontade a determinação foram os diferenciais que me fizeram sair e buscar uma vida melhor. Fácil? De jeito nenhum, mas com uma gama de aprendizado que não se aprender em escola nenhuma. Hoje tenho um curso técnico que depois que eu terminei nunca fiquei desempregado, e que me rendeu bons salários e pude ajudar minha mãe.






Depois de alguns anos trabalhando resolvi estudar novamente, resolvi fazer um curso superior na minha área, por perceber que seria um diferencial em minha carreira. Hoje eu sei que não fui eu quem escolheu a minha profissão, mas sim a profissão que me escolheu… Voltar a estudar também não foi uma decisão fácil, eu estava em um bom emprego e tive que largar. Eu sou a prova viva que a educação muda as pessoas e em nenhum momento titubeei em voltar a estudar. Termino o curso de engenharia ano que vem, que também como você já deve saber caro leitor, estou longe de casa + 1500 km, estudando em tempo integral e vivendo de bolsa. E uma decisão que tomei e já vejo os bons frutos que eu já posso colher depois que eu terminar.


Bom essa é um pouco da história do PZ.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Balanço de Outubro


Salve galera, ufa… Só agora tive um tempo para escrever. Correia de final de semestre tá tenso aqui... Sem muita enrolação vamos ao que interessa. Como falei no Balanço de Setembro, o governo cortou a bolsa do projeto que eu estava desenvolvendo na faculdade, mas felizmente o projeto continuou e recebemos a bolsa mês passado. Com isso, a minha renda mensal em outubro foi de R$ 1200,00 novamente. A má noticia é que mês que vem será o ultimo mês do projeto, na verdade, o projeto encerra agora no final de novembro e a última bolsa será paga no começo de dezembro isso se as coisas continuarem como estão.

As dívidas


Como eu disse tive que refazer o planejamento financeiro levando em consideração que não ia ter mais a bolsa do projeto. No entanto, mesmo com o orçamento apertado conseguir pagar parte das dividas foi bem pouco, mas conseguir. E aos poucos o saldo devedor vai diminuindo. Estamos assim:

Saldo devedor Novembro



Esse mês conseguir pagar apenas R$ 94,00. Não foi muita coisa mas foi o que deu com o que tinha planejado, no entanto, é melhor manter o hábito de honrar com os compromissos e ver a barrinha vermelha diminuindo cada vez mais... Com isso, o saldo devedor é de R$ -6796,83. O post de hoje é bem rápido tenho algumas coisas para resolver e arrumar um tempo para o blog está bem apertando. Continuo firme, em breve novidades sobre o projeto que eu disse no último post. Por hoje só... Até mais.

domingo, 6 de outubro de 2019

Um pouco sobre o Patrimônio Zero – PZ Parte I


Enquanto os aportes mensais não vem e eu não quito as dividas vou contar um pouco da minha história, um pouco dessa pequena jornada que temos nesse planeta chamado terra. Tudo começa no interior do estado onde eu nasci, sou mais velho de seis irmãos (é.. não tinha TV em casa) e criado por minha mãe e minha avó materna (mulheres que me ensinaram muitos valores que carregarei para a vida).

Bom, a vidinha pacata do interior foi a minha realidade e onde passei toda a minha infância e parte da minha adolescência, foi também quando eu decidir sair de casa aos 17 anos e desbravar o mundo lá fora (foi uma aventura e tanto, muitas dificuldades e muitos desafios que me fizeram a crescer e aprender muito.)
Era mais ou menos assim nossas brincadeiras.

Minha Infância


Era uma festa (e briga as vezes) você deve imaginar como deve ser uma família com seis irmãos como era a farra, crescemos em um lar humilde e com o conforto e a educação que minha mãe pode nos dar, não tínhamos muitos brinquedos e roupas boas, basicamente tínhamos coisas “novas” quando as pessoas doavam para a gente. Além dos meus irmãos, a rua em nosso bairro tinha mais uma molecada que brincávamos e convivíamos. Toda vez quando eu volto na cidade onde eu nasci faço questão de visitar os meus amigos de infância que ainda moram lá, nostalgia pura reviver essas lembranças... Você também deve estar se imaginado quando era criança, são ótimas lembranças não é? Não tínhamos preocupação com boletos, cheque especial, se o dólar caiu ou subiu se o IBOVESPA fechou em queda se está acima dos +100000k e essas preocupações da vida adulta.



Nossa única preocupação era chegar em casa da escola e ver desenho (DragonBall Z era o meu favorito) falando em desenho, eu me lembro de uma época que eu matava aula para ir embora mais cedo para casa e minha professora me fez fazer um acordo com ela (foi ai que eu aprendi que o bom homem que se preze tem que ter palavra...) ela me disse que seu eu não matasse mais aula, ela me daria um álbum de figurinhas do DragonBall (foi o melhor acordo que fiz na vida naquela época, pois conseguir um álbum era como se fosse a ostentação de ter um Iphone X hoje.), negócio fechado eu disse para ela. Ganhei o álbum, lembro que foi uma festa com os meus amigos.


O álbum que ganhei era um desses.

Outro fato que me marcou muito, foi em um natal que eu e meus irmãos ganhamos um churrasco dos pais de um amigo nosso que hoje não temos mais contato, esse amigo, o Davi não era da cidade, os pais dele tinha uma loja de eletrodomésticos na cidade e tinha um filho da nossa idade, ele tinha tudo o que não tínhamos (aquele tipo de amigo rico e você o pobre) mas tinha pais que sabiam o valor de compartilhar o que tinha com quem não tinha. Davi era bem mais novo do que eu e da idade do meu irmão mais novo, meu irmão mais novo não saia da casa dele.

Eu lembro que era quase natal e meu irmão chegou em casa e disse para minha mãe que os pais de Davi tinha nos dado um churrasco (imagina a nossa felicidade, nos fomos lá correndo buscar…) detalhe... não tínhamos geladeira em casa e eles tinha nos dados muito coisa, tivemos que pedir para guardar na geladeira de um vizinho. Foi um dos sentimentos que jamais vou esquecer e sempre que eu puder proporcionar isso a alguém eu farei. É um sentimento que marca, eu era criança e nunca esqueci, consigo lembrar em detalhes aquele dia.

Minha Adolescência


Estudei em escola pública a vida toda (infelizmente a nossa educação era muito precária, triste realidade brasileira) desde que comecei a ler, sempre gostei de ler e lia de tudo. Tenho prazer em ler, eu lembro que quando saímos, eu lia desde as placas de aluga-se em casas, até as faixadas de supermercado. Hoje eu sou prova viva que a força de vontade e a educação muda a vida das pessoas, crescemos em uma família pobre, mas isso nunca foi desculpa para sermos "vítimas", pelo contrário aquelas condições em que eu e meus irmãos crescemos, não seria como viveríamos pelo resto da vida, pois com um pouco de esforço e determinação é possível mudar o que você quiser.

Os livros me mostram um novo mundo, muita coisa eu aprendi nos livros me lembro que eu li um livro desses infanto juvenis lá por volta dos meus 13 anos, que contava a história de uma adolescentemente que tinha contraído o vírus HIV (eu me lembro que no livro dizia que a moça era soropositiva, eu não fazia ideia do que era aquilo. Só depois de uma boa e velha olhada no dicionário eu descobrir… Sim, dicionário a internet ainda não era a minha realidade.) Todo esse conhecimento me fez amadurecer muito cedo, eu acordei para a realidade muito precocemente (acho que foi aqui que eu comecei na corrida dos ratos…) eu comecei a perceber toda aquela dificuldade que minha mãe passava, comecei a entender o porque nos só vivianos mudando e não tínhamos uma casa e um lugar nosso.


 'A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original'. (Albert Einstein)
Porque eu não tinha roupas legais, porque não tinha bons calçados, e um monte de porquês surgiam um atrás do outro... Algumas dessas respostas eu só descobria mais tarde, e em um desespero de tentar entender algumas coisas a minha fonte de busca eram os livros, e se eu pudesse te indicar um livro caro leitor, esse livro seria o Poder sem Limites livro de Tony Robbins.

Esse foi o livro que mudou a minha vida a partir daquele dia. Eu não lembro em qual capítulo que o autor descreve que ele estava em uma banheira e que as coisas estavam ruim para ele, e ele narra como nos podemos superar as mais diversas adversidades que a vida nos impõe (sim, nos temos um poder sem limites) foi a partir desse dia que eu descobrir que tinha jeito, que eu posso decidir e mudar a minha vida para bem ou para mal. Jamais esquecerei o sentimento de mudança que me invadiu o corpo aquele dia, e até hoje (mesmo nunca tendo lido mais o livro) eu revivo quando passo por alguma dificuldade, lembro e revivo esse poder sem limite que temos e que eu chamo de força de vontade mais foco e determinação.

Tinha tudo para dar errado.


Como você já deve ter imaginado não foi nada fácil, eu e meus irmãos tínhamos tudo para dar errado. Pobres “vítimas” de um sistema, de uma sociedade desigual, mas não… Decidimos lutar contra tudo e contra todos, e provar para nós mesmos que nos somos responsáveis por nossa vida e nosso futuro, poderíamos ter entrado no submundo (drogas, crime e tudo de ruim que quiséssemos) mas não. Vencemos na vida? Eu diria que sim. Se olharmos as condições que vivíamos e onde estamos hoje, e as escolhas de alguns dos amigos que viveram a nossa mesma realidade e infelizmente fizeram a escolha errada e se perderam ao longo da vida. Outros que tinham tudo, mas também se perderam alguns morreram e por ai vai… Hoje eu sei que todas essas dificuldades que vivi me fez chegar onde estou, e me deu uma bagagem muito grande nessa jornada chamada vida.


Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências.


Cada desafio, me fez ser quem eu sou hoje e vejo que cresci muito, afinal… Crescer dói e é lei natural da vida, não é atoa que o bebê chora muito quando seus primeiros dentes estão nascendo (lembro disso porque, como sou mais velho que meus irmãos minha mãe dizia seu irmãozinho está chorando muito é que está nascendo os dentes dele. Lembro do meu irmão mais novo com a mão na boca como se estivesse conçando a gengiva.) Nós somos o que escolhemos ser, se você está passando por alguma dificuldade, ou quando estiver com algum desafio lembre-se, crescer dói… É uma lei da vida, a dor não vai ser para sempre. Daqui a pouco você nem vai lembrar sequer, se eu perguntar ao meu irmão mais novo hoje o quanto o dente dele doía, ele não saberá responder.

Nossas dores (crescimento) na maioria das vezes são esquecidos nós guardamos e revivemos o que é bom, o crescimento em si. Pensar dessa forma faz com que você dê um novo significado a cada dificuldade que enfrentará, afinal você lembra o quanto doeu quando cresceu os seus primeiros dentes? Claro que não… Você CRESCEU.

Bom… Essa é uma pequena parte da história de vida do PZ, no próximo post eu conto um pouco de como foi decidir sair de casa e encarar o mundo lá fora sozinho. Até a próxima...